Salve galera , achei esse artigo
de psicologia muito interessante e resolvi compartilhar por aqui.
Boa leitura ;-) Dani
Pensando Alguns aspectos do “curador
ferido”
Falar em relação terapêutica na abordagem junguiana
implica, antes de tudo, em reconhecer o aspecto arquetípico que envolve o
processo de psicoterapia ou relação terapêutica. Para fazer esse reconhecimento, em primeiro lugar, devemos lembrar
que psicoterapia em sua origem etimológica significa “cuidado ou atenção com
alma”. Tanto psicologia(especialmente, a clinica psicológica/psicoterapia)
quanto a psiquiatria nasceram da necessidade nossa cultura em lidar com psique por uma via propriamente científica,
pois esta era uma necessidade de nossa cultura.
Entretanto, bem antes de Pinel, Wundt, Charcot, Freud
e Jung o homem sofria do males da alma. Antes de nossa concepção científica, o homem há milênios lidava
com os “males ou sofrimentos da alma” por meio das religiões ou mais
especificamente das práticas mágico-religiosas, praticas essas que em nosso
meio “científico” desprezamos.
Contudo, foi a partir dessas práticas
mágico-religiosas que podemos ter uma perspectiva dos meios que a psique
utilizava para se reorganizar e se curar através dos tempos. Entendam, não
estou dizendo que a psicoterapia e a religião são iguais. Estou afirmando que
ambas emergem da mesma necessidade humana de lidar com as adversidades da
alma.
Por isso, Jung costumava dizer que as religiões eram
sistemas psicoterapêuticos, justamente por lidar com os mesmos fenômenos que
lidamos no consultório, os males da alma. Não é a toa que muitos clientes
recorrem primeiramente a religião, antes de procurar psicoterapia.
Entretanto, que não devemos compreender isso uma ineficácia da religião ou
como se ela tivesse perdido sua “validade terapêutica”. Uma das formas, para
compreendermos porque a psicoterapia ocupa o lugar que outrora foi da religião,
nós é dado por Levi-Strauss, que no seu livro “antropologia estrutural”, no capitulo “O Feiticeiro e sua magia”, afirma que
Não há, pois, razão de duvidar da eficácia
de certas
práticas mágicas. Mas, vê-se, ao mesmo
tempo, que a
eficácia da magia implica na crença da
magia, e que esta
se apresenta sob três aspectos
complementares: existe,
inicialmente, a crença do feiticeiro. Na
eficácia de suas
técnicas; em seguida, a crença do doente
que ele cura, ou
da vítima que ele persegue, no poder do.
próprio feiticeiro;
finalmente, a confiança e as exigências da
opinião coletiva,
que formam à cada instante uma espécie de
campo de
gravitação no seio do qual se definem e se
situam ás
relações entre o feiticeiro e aqueles que
ele enfeitiça.
(LeviStrauss, 1975, p. 194-5)
Os três aspectos citados por Levi-Strauss são:
a) confiança do feiticeiro em suas técnicas; b) confiança do
doente no feiticeiro; c) confiança do grupo nesse processo de cura. Esses
aspectos podem ser transportados para a psicoterapia contemporânea,
reconhecendo que há a necessidade 1 ) o psicoterapeuta confiar e dominar a sua
técnica, 2) a confiança do cliente (que pode ser traduzida como rapport,
vinculo ou transferência); 3) Reconhecimento social, crença em sua eficácia
científica.
A eficácia psicoterapêutica e a eficácia da cura
mágico-religiosa estão relacionadas por emergirem da mesma realidade psíquica.
A principal diferença a psicoterapia contemporânea é uma forma de a consciência
estabelecer uma ponte para o dinamismo inconsciente,
buscando restabelecer a saúde psíquica. Por sua vez, a religião surge
como uma expressão simbólica do próprio inconsciente na tentativa de uma
reordenação psíquica. Assim, os mitos e os rituais são metáforas de dinâmicas
coletivas que estão presentes no interior de cada um.
Por outro lado, poderíamos inclusive ampliar essas
relações, se observarmos alguns resquícios da amplitude da função religiosa
para o homem na linguagem. Por exemplo, o termo saúde e salvação derivam da
mesma palavra latina Salus. Já em língua germânica, o termo hailag está na raiz
de heilig (sagrado) e de Heil (inteiro, são, curado).
Essa correlação de salvação e saúde não é estranha
quando pensamentos, que na concepção religiosa Deus ou deuses são os
responsáveis tanto pelas curas quanto pelas doenças. Ou seja, se uma
doença foi um castigo de uma divindade, a pessoa que sofre deveria rever seus
atos para ver onde que ofendeu a divindade, e fazer as expiações necessárias.
Essa noção de causalidade divina pode ter perdido força em nossa cultura em
face a ciência, apesar em vários grupos e camadas sociais essa concepção
continua viva e atuante, no meio científico que, no geral, menosprezamos ou
mesmo abandonamos a importância e efeito da religião no cotidiano. Segundo
Jung, em nossa cultura regida pela ciência,
Abandonamos, no entanto, apenas os espectros
verbais,
não os fatos psíquicos responsáveis pelo
nascimento dos
deuses. Ainda estamos tão possuídos pelos
conteúdos
psíquicos autônomos, como se estes fossem
deuses.
Atualmente eles são chamados: fobias,
obsessões, e assim
por diante; numa palavra, sintomas
neuróticos. Os deuses
tornaram-se doenças. Zeus não governa mais
o Olimpo,
mas o plexo solar e produz espécimes
curiosos que visitam
o consultório médico; também perturba os
miolos dos
políticos e jornalistas, que desencadeiam
pelo mundo
verdadeiras epidemias psíquicas.
(JUNG, O Segredo da Flor de Ouro)
As experiências humanas o fenômeno doença-cura
imprimiram na psique um padrão de mobilização psíquica, que cuja imagem
representacional é o mitema curador-ferido. Antes de falarmos sobre o essa
dinâmica arquetípica de saúde-doença, que fundamenta a relação terapêutica,
devemos rever os mitos relacionados a dinâmica do curador
ferido/saúde-doença.
Algumas pessoas podem achar estranho o fato dos junguianos
sempre buscarem os “mitos” ou “referências mitológicas”. Acredito que seja
importante frisar que, segundo Cambpell, os mitos são metáforas. Isto é,
metáforas de nossa realidade interior. Essas metáforas nos servem como modelos
para um nível de apreensão da realidade, nos dando orientação e direcionamento,
e, por outro lado, nos possibilitam a compreensão de processos inconscientes
projetados e elaborados nos mitos.
O curador-Ferido
Para falarmos do arquétipo do curador ferido eu
gostaria de contrapor três variações desse arquétipo que nos narram acerca
dessa dinâmica. A primeira tradição que nos ensina bastante é a tradição
afro-brasileira, do Candomblé, pessoalmente, eu acredito que das três que vou
me referir esta é a que melhor explicita a dimensão arquetípica das polaridades
saúde e doença.
No candomblé, orixá que rege a saúde e a doença é
Xapanã, mas, por respeito e temor, ele é mais conhecido por Obaluaê(Senhor da
Terra) ou Omulu (Filho do Senhor). Um dos mitos sobre Xapanã, diz o seguinte:
Xapanã ganha o segredo das peste na
partilha dos
poderes Olodumare, um dia, decidiu
distribuir seus bens. Disse aos seus filhos que se reunissem e
que eles mesmos e partissem entre si as riquezas do
mundo.
Ogum, Exu, Orixá Oco, Xangô, Xapanã e os outros orixás deveriam dividir os poderes e mistérios sobre as coisas da
Terra. Num dia em que Xapanã estava
ausente,os demais se reuniram e fizeram a
partilha,
dividindo todos os poderes entre
eles, não deixando nada de valor para
Xapanã.Um ficou com o trovão, o outro recebeu as
matas,Outro quis os metais, outro ganhou o
mar. Escolheram o ouro, o raio, o
arco-íris;
Levaram a chuva, os campos cultivados, os
rios. Tudo foi distribuído entre eles, cada coisa com seus segredos,
cada riqueza com seus mistério. A única coisa que sobrou sem dono,
desprezada, foi a peste.
Ao voltar, nada encontrou Xapanã para
si, A não ser a peste que ninguém
quisera. Xapanã guardou a peste para si, mas, não se conformou com o golpe dos
irmãos.
Foi procurar Orunmilá, que lhe ensinou a
fazer sacrifícios, para que seu enjeitado poder fosse maior
que os dos outros. Xapanã fez sacrifícios e aguardou. Um dia, uma doença muito contagiosa . Começou a se espalhar-se pelo mundo. Era a varíola.
O povo desesperado, fazia sacrifícios para
todos os orixás, mas nenhum deles podia ajudar. A varíola não poupava ninguém, era uma
mortandade. Cidades, vilas e povoados ficavam
vaizos, já não havia espaços nos cemitérios para
tantos mortos.
O povo foi consultar Orunmilá para saber o
que fazer. Ele explicou que a epidemia acontecia Porque Xapanã estava revoltado, por ter sido passado para trás pelos irmãos. Orunmilá mandou fazer oferendas para
Xapanã. Só Xapanã poderia ajudá-los a conter a
varíola, pois só ele tinha o poder sobre as
pestes, só ele sabia o segredo das doenças. Tinha sido essa a sua única herança. Todos pediram proteção a Xapanã E sacrifícios foram realizados em sua
homenagem. A epidemia foi vencida. Xapanã era então respeitado por todos. Seu poder era infinito, o maior de todos
os poderes”
(PRANDI, 2007, p.210-1)
Em outras narrativas acerca de Xapanã é dito que ele,
quando nasceu doente e foi abandonado pela mãe (Nãnã) e criado por Iemanjá,
outros falam que quando criança que foi punido com varíola por desobediência, e
mesmo ele superando a doença ele continuou com as marcas e deformações da
doença. O que fazia com que ele usasse palha para esconder as marcas da doença.
Mesmo sendo ele senhor das doenças e das curas, ele próprio era marcado pela
doença. Xapanã, Obaluaê-Omulu, é um curador que carrega suas próprias feridas,
escondendo-as por debaixo de sua roupagem de palha, tanto pro vergonha de sua
aparência e para evitar as reações que causa nas pessoas.
Indo para outra época, uma outra mitologia, podemos
reconhecer a mesma dinâmica, no mitema grego de Quiron, o centauro. Na
mitologia grega, Quiron é um personagem que não possui um mito próprio, mas,
participa da história de deuses e heróis. Ele nasceu da união de Cronos e a
ninfa Filira, ele foi criado por Apolo, e se tornou o mais sábio (e civilizado)
dos centauros, foi o mestre de heróis como Ajax, teseus Jasão, Perseu, Enéas,
Télamon, Aquiles Peleu, Aristeu, Hercules e Asclépio. No toca a nosso estudo,
Quíron foi mestre de Asclépio(ou Esculápio), a quem ensinou as artes da cura,
por sua vez, Asclépio se tornou o deus da medicina.
Mas, todo conhecimento nas artes da cura não foram
suficientes para curá-lo, quando ele foi atingindo pela flecha de Hercules que
havia sido embebida no sangue da hidra de Lerna, que era mortal, mas, como
Quiron era imortal, o ferimento causado jamais curaria, causando dores
intermináveis. O sofrimento de Quiron só terminou quando ele trocou sua
imortalidade pela liberdade de Prometeu, feita esta troca, Zeus eternizou sua
história nas estrelas criando a constelação de Sagitário.
O terceiro representante dessa categoria de curadores
feridos é bem conhecido de nossa cultura, justamente por estar no centro da
mitologia vigente que é Jesus Cristo. Devemos tomar alguns textos como
referência:
Mas ele foi transpassado por causa das
nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades;
o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas
feridas fomos curados. Isaias 53:3 (NVI).
Os profetas do antigo já previam o sofrimento do
messias, que o sofrimento dele seria necessário para o perdão e a purificação
de todos.
Ele mesmo levou em seu corpo os nossos
pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e
vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram
curados. I Pedro 2:24 (NVI)
As feridas de Cristo são ressaltadas na passagem onde
Cristo encontra com Tomé, após a ressurreição.
Tomé, chamado Dídimo, um dos Doze, não
estava com os discípulos quando Jesus apareceu. Os outros discípulos lhe disseram:
"Vimos o Senhor! " Mas ele lhes disse: "Se eu não vir as marcas
dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não
puser a minha mão no seu lado, não crerei".Uma semana mais tarde, os seus
discípulos estavam outra vez ali, e Tomé com eles. Apesar de estarem trancadas
as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: "Paz seja com
vocês! " E Jesus disse a Tomé: "Coloque o seu dedo aqui; veja as
minhas mãos. Estenda a mão e coloque-a no meu lado.Pare de duvidar e
creia". Disse-lhe Tomé: "Senhor meu e Deus meu! " Então Jesus
lhe disse: "Porque me viu, você creu?
Felizes os que não viram e
creram"
Jo. 24-29. (NVI)
Quando estudamos atenciosamente esses três mitemas, podemos
perceber que em culturas diferentes produziram estruturas muito semelhantes
como o nascimento divino (Obaluae e Quíron foram abandonados no nascimento;
Cristo foi perseguido e teve de ir para o Egito) os três passaram pelo
sofrimento, tinham as marcas do sofrimento, mas, eles mesmos não curaram essas
marcas/feridas.
A identidade entre essas representações evidenciam um
arquétipo que denominamos “curador-ferido”. Entretanto, eu gostaria de
ressaltar que essa estrutura arquetípica deveria ser compreendida de modo mais
amplo, pois, os curadores feridos indicam que saúde e a doença estão associadas
numa mesma dinâmica, são polaridades do mesmo arquétipo. Dos três exemplos,
Obaluae representa melhor essa dinâmica, pois, ele é tanto o curador quanto o
causador das doenças (um paralelo que poderíamos traçar, seria com Jeová, que
tanto enviava as doenças quanto curava o povo).
Dessa forma, poderíamos compreender esse arquétipo
por essas duas vias:
a) Curador-ferido: que dá indicações para pensarmos a temática do
terapeuta;
b) Saúde-doença: que nos permite compreender o potencial de saúde
inconsciente, isto é, há sempre o potencial de vida mesmo na doença. Assim,
como o símbolo do Tai Chi, o germe da saúde encontra-se na doença, e germe da
doença está presente na saúde. É importante frisar que como arquétipo, essa dinâmica
é comum a todos os seres humanos, não restrita a “terapeutas”.
Indo pela primeira via, entramos num domínio que é a
percepção do “curador ferido”, que nos permite refletir acerca das pessoas que
se propõe a posição de curadores ou cuidadores (que não se restringem a
psicólogos, mas, também, ministros religiosos, assistentes sociais,
professores, médicos dentre outros).
O aspecto fundamental dessa representação é a ferida
do curador. Esta ferida pode ser compreendida simbolicamente em dois aspectos
:
1 – É uma ferida aberta na pele: Em primeiro lugar devemos
focalizar a pele, que é o órgão de nosso corpo responsável pela proteção de
nosso organismo, e que intermedia a nossa relação com o meio. Essa ferida
aberta na pele nos fala de uma “abertura sensível” ao mundo exterior. É uma
abertura ;
2 – É incurável : Ser incurável significa que ela requer cuidados
contínuos. Assim, essa ferida, essa disposição a compreender e ajudar aos
outros, produz “uma ponte simbólica” inconsciente, que não deve ser vista como
“negativa”, mas que deve ser cuidada atentamente para não causar
“infecções”
(seja por meio de relações contra
transferenciais arrasadoras ou de outras ordens), como história do
movimento psicanalítico nos ensina (sugiro a leitura do livro “Luz e Trevas” de
Isaias Paim).
Em outros, termos, essa ferida simbólica do
terapeuta, por ser inconsciente, está associada com sua sombra. Essa é uma
questão importante, segundo Guggenbhul-Craig:
Sombra no analista constela sombra no
paciente. Nossa
própria honestidade ajuda-o a confrontar
seus fenômenos
sombrios. Cada um de nós deve trabalhar em
ambas áreas
(GUGGENBHUL-CRAIG,1978, p.86)
Quando falamos de sombra devemos lembrar que esta
corresponde a todos os pontos cegos (ou míopes) que temos em nossa consciência.
É importante compreendermos que a sombra não é um processo apenas histórico,
mas é um fator dinâmico, fazer analise não significa que você vai “exaurir” ou
“dominar” a sombra, mas, apenas que você estará atento aos seus “tendões de Aquiles”, de nossa história pessoal. Quando nós, terapeutas, não
permitimos a entrada desses conteúdos em nossa consciência ou não permitimos
sua expressão simbólica, eles encontram outro meio, seja pela formação do
sintoma neurótico ou a somatização. Por outro lado, essa sombra também vai
estar associada a dinâmica arquetípica do curador ferido.
(…)Quando uma pessoa fica doente o
arquétipo de
terapeuta-paciente se constela. O enfermo
procura um
terapeuta exterior, mas, ao mesmo tempo se
constela o
terapeuta intrapsíquico. Costumamos nos
referir a este, no
paciente, como “fator de cura”. É o médico
dentro do
próprio paciente – e sua ação terapêutica
é tão importante
quanto a do profissional que entra em cena
externamente.
As feridas não se fecham nem as doenças se
vão sem a
ação curativa do terapeuta interior. (…) O
médico pode
fechar o corte – mas, algo no corpo e na
psique do
paciente deve cooperar para que a
enfermidade seja
vencida. (GUGGENBHÜL-CRAIG, 1978, p.
98)
Os dois pólos do arquétipo são atuantes em nós.
Quando reconhecemos o pólo que até aqui já chamamos de
“ferida/doença/doente/paciente” estamos reconhecendo também a nossa limitação,
esse pólo conduz o terapeuta a humildade não se achar melhor ou superior ao
atendido.
Por outro lado, quando não reconhecemos as feridas,
corremos o risco da hybris do analista, na identificação com a polaridade
curadora. Essa identificação gera cisão na dinâmica do arquétipo, onde a
consciência identifica com o pólo curador e a tendência é projetar o pólo
oposto na relação terapêutica, isto é, no cliente. Quando isso ocorre, o
terapeuta se torna o dono da verdade, não reconhece ou valoriza os
desenvolvimentos do cliente, isto é, não desperta o potencial de cura do
cliente, tornando-o cada vez mais dependente de si.
É fundamental compreendermos que as feridas do
curador lhe lembram que ele é humano, que deve buscar viver e desenvolver sua
vida. A ferida lhe impõe o cuidado de sua vida in lato sensu (pessoal,
familiar, social). As feridas do terapeuta somente serão problemáticas quando
dissociadas, isto é, quando sua relação consigo mesmo for precária.
Referencias Bibliográficas:
LEVI-STRAUSS, Claude. 1970. Antropologia estrutural. Rio de
Janeiro:
Tempo Brasileiro.
GUGGENBHÜL-CRAIG, Adolf, Abuso do poder na psicoterapia, rio
de
janeiro: achieamé, 1978.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das
Letras,
2000
JUNG, C. G.; WILHEIM, R. O segredo da flor de ouro: um livro de
vida
Chinesa. 11 Edição. Petrópolis: Vozes, 2001
Autor: Fabricio Fonseca Moraes (CRP 16/1257) - Psicólogo Clínico
de Orientação Junguiana, Especialista em Teoria e Prática Junguiana(UVA/RJ), Especialista
em Psicologia Clínica e da Família (Saberes, ES). Membro da International Association for
Jungian Studies(IAJS).