17 de outubro de 2011

Teatro da Vida

Os acontecimentos da Vida parecem obedecer a um humor irônico e extremamente sádico.
Pessoas extremamente diferetnes, de opiniões tão divergentes, tão magicamente e ocasionalmente se encontradam destinadas a ocuparem um mesmo espaço, um mesmo cômodo, uma mesam sala, um mesmo recinto, um mesmo ambiente... enfim, uma mesma jornada.
Deve uma olhar para outra, aguentar a voz da outra, se irritar cada vez mais com a outra. Sartre diria "O inferno são os outros". Mas não é realmente a própria vida o último dos infernos? Não é viver e ter que olhar para as pessoas, ter que suportar as diferenças individuais, as múltiplas verdades sobre o mundo, o maior suplício que um homem pode enfrentar?
Pois um dia o Rei Tirano cai em lágrimas pelos súditos que amou, o Nobre Cavaleiro cai de seu cavalo em um deslize cômico, e a Linda Donzela se levanta agitando sua saia e gritando impropérios para o mundo ouvir.
A Vida é uma ópera. O Diabo é o maestro.
Uma salva de palmas para a tragédia que nunca termirá.

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